No dia da redução dos custos da energia (Cut our Energy Costs Day) a Skycop alerta para o consumo energético doméstico e nacional, e mostra-nos alguns exemplos que se podem retirar de outras grandes cidades europeias. Estes centros urbanos, mais avançados nas questões energéticas, quando comparados com Lisboa, ou qualquer outra cidade Portuguesa têm muito a ensinar-nos nas boas práticas energéticas.

Desta forma, a Skycop enumera alguns bons exemplos praticados em cidades, que para todos os efeitos são concorrentes da capital portuguesa.

  1. Barcelona, Espanha

A segunda cidade mais populosa de Espanha espera, até 2050, ser energeticamente autónoma, ou seja 100% da energia elétrica usada para alimentar a cidade, seria na sua totalidade, renovável. Esta metrópole começou a considerar medidas para combater as alterações climáticas na década de 90 através de energia solar térmica, projetando os edifícios, novos e restaurados, para que estes utilizassem pelo menos 60% de energia solar para aquecer as suas águas. Em 2012 já existiam 90,000 m2 de painéis solares foram instalados.

  1. Frankfurt, Alemanha

Este segundo exemplo, que também integra um plano infalível de Proteção Climática com o objetivo de atingir o consumo energético 100% renovável, até 2050. A cidade alemã tem vindo a implementar medidas de poupança de energia e de eficiência energética com o objetivo de reduzir até 50% a energia necessária. Esta ação passa pela utilização energética, exclusivamente obtida através de recursos naturais renováveis, que por sua vez vão alimentar os restantes 50%. Para atingir esta meta, foram sugeridas várias medidas na área dos transportes, aquecimento e eletricidade, como por exemplo a construção de unidades de cogeração com o objetivo de aproveitar o calor gerado pela cidade.

  1. Frederikshavn, Dinamarca

Em Frederikshavn, reside provavelmente o objetivo mais ousado destas cinco cidades. A cidade esforça-se para utilizar 100% de energia renovável até 2030. Aqui o foco foi atrair empreendimentos e tecnologias ecológicas em meados de 2000 e, não só mas também, desenvolver um sistema de energia coerente baseado em energia renovável.

De forma a obter 100% das necessidades energéticas da área (eletricidade, aquecimento e transportes) asseguradas através de energia renovável, a cidade tem como estratégia focar-se não só na poupança energética como também na produção de energia ‘limpa’ através do vento e de uma segunda tecnologia renovável local (biomassa, biogás, bombas de calor, etc). Mais um ponto positivo para Frederikshavn se tornar uma cidade mais ecológica é a criação de infraestruturas que incentivam formas mais ecológicas de mobilidade, incluindo postos de carregamento e estações de transferência de energia para instalações elétricas, de biogás ou veículos híbridos, bicicletas e car-sharing.

  1. Genebra, Suíça

Em Genebra, o crescimento do preço do óleo entre 2004 e 2006 revelou que ter uma forte, energética e financeira, dependência de combustíveis fósseis para aquecimento, não é solução. Este fator apressou a criação de um plano estratégico municipal intitulado de “100% renovável até 2050”, para os edifícios municipais. A estratégia contínua da cidade suíça tem vindo a identificar os edifícios que mais podem beneficiar da renovação de forma a reduzir a dependência de combustíveis fósseis e aumentar a partilhar do uso ecológico de energia. De 2010 a 2017, o consumo total energético dos edifícios, integrados no plano, diminuiu cerca de 10% e as emissões de CO2 diminuíram cerca de 25%.

  1. Malmö, Suécia

A última cidade desta corrida ecológica é um antigo centro urbano industrial situada no sul da Suécia, que por sua vez acabou por se transformar num centro de inovação tecnológica, e desenvolvimento cultural e sustentável. Estão neste momento a ser feitos esforços para que se torne 100% renovável até 2030. Neste momento dois bairros de Malmö já são 100% alimentados por energias renováveis, através de solar, eólica, hidroelétrica, e biogás.

Os planos de “Energistrategi för Malmö”, o plano que conduz aos 100% de energia renovável, engloba medidas que incluem energias reformadas, tabelas inteligentes, gestão eficiente de resíduos e desenvolvimento de vias para transportes públicos e bicicletas. Através de medidas de aproveitamento das águas da chuva; “telhados verdes”, telhados totalmente revestidos por vegetação criados com vários objetivos, incluído isolamento térmico; e sistemas de produção de biogás a partir de resíduos alimentares para alimentar autocross públicos.

  1. Lisboa, Portugal

Comparativamente com estes exemplos, Lisboa ainda tem um bom percurso a percorrer, no entanto está no caminho certo para se tornar a cidade mais ecológica portuguesa. Venceu o prémio de Capital Europeia Verde de 2020 e recebeu por isso, um incentivo financeiro de 350 mil euros da Comissão Europeia para investimento verde.

A capital portuguesa é uma cidade particularmente forte no domínio do uso sustentável dos solos, da mobilidade urbana sustentável (transportes), do crescimento verde e da inovação ecológica, da adaptação às alterações climáticas e dos resíduos. Foi através de todos estes esforços que alcançou uma redução de 50% nas emissões de CO2, entre 2002 e 2004. Conseguiu também reduzir o consumo de energia em 23% e o consumo de água em 17%, entre 2007 a 2013.

Segundo a REN – Redes Energéticas Nacionais – “a produção renovável abasteceu 52% do consumo nacional, mais saldo exportador, em 2018, repartida pela eólica e hidroelétrica ambas com 23%, biomassa com 5% e fotovoltaica com 1,5%. A produção não renovável abasteceu os restantes 48% do consumo, repartida pelo gás natural com 27% e pelo carvão com 21%. O saldo de trocas com o estrangeiro foi exportador, pelo terceiro ano consecutivo, equivalendo a cerca de 5% do consumo nacional. Ainda em 2018, o consumo de energia elétrica totalizou 50,9 TWh em 2018, um incremento de 2,5% face ao período homólogo, ou 1,7% com correção de temperatura e número de dias úteis. Trata-se do segundo consumo anual mais elevado de sempre, a cerca de 2,5% do máximo registado em 2010.”

Uma cidade sustentável e com um compromisso para o futuro, precisa de garantir os recursos e condições necessários para a manutenção e melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. Se visitar uma destas eco-cidades e passar por qualquer problema no seu voo, saiba que pode contar com a ajuda da Skycop – iremos lutar pela sua compensação na forma mais eco possível.

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